9 dicas de como criar um cardápio atrativo

Você já pensou em criar um cardápio atrativo para o seu restaurante, bar ou lanchonete? É um item básico e indispensável no ramo de alimentos, que também pode servir como peça atrativa para a imagem e a identidade da empresa.

A sua funcionalidade adquire utilidade ainda maior e mais lucrativa se você souber estruturar melhor todo o seu conteúdo. É fundamental equilibrar informações importantes e, ao mesmo tempo, refletir a cultura do estabelecimento.

Mostre todo o potencial do seu negócio apresentando a variedade de comidas e bebidas do seu cardápio com muito estilo. Neste post, confira as nove dicas que separamos para você!

Como criar um cardápio ideal para o seu negócio?

Você pode, além de melhorar o seu ambiente, cardápio e serviço, investir em tecnologia para garantir a qualidade que a inovação pode trazer.

1. Compreenda a função de um cardápio

Em um estabelecimento do ramo alimentício, o menu é um documento no qual consta a listagem de todas as opções que os clientes podem solicitar para consumo. A recomendação de especialistas é que o cardápio seja criado antes mesmo da construção física da cozinha.

Essa prática faz sentido, pois os alimentos usados no preparo podem requerer infraestrutura específica. Um estabelecimento que serve pratos vegetarianos, por exemplo, requer espaço para armazenar os produtos e mantê-los frescos.

Já para o funcionamento de uma padaria, é preciso destinar uma área maior para a construção de fornos e a preparação da massa.

2. Adote o formato ideal

Ao começar o projeto de um cardápio, dê atenção ao logotipo e à identidade visual da empresa. Esses elementos estão associados ao público-alvo e ao seu negócio. Tomando como base esse ponto, você parte para definir o formato e a extensão do cardápio. Então, o menu pode ser feito em uma página única, grande, dividindo as categorias em colunas.

É possível, ainda, separar os itens em diversas páginas, conforme a quantidade. O ideal é fazer uma divisão confortável para a visualização — nem aglomerado nem muito disperso.

A fim de não tornar o menu cansativo para o manuseio do cliente, é recomendável que não haja mais que seis páginas. Essa medida também é útil para manter a eficiência da cozinha e do setor de compras.

O uso do mesmo tipo de fonte em toda a peça também ajuda a organizar o conteúdo com mais eficiência. As variações podem ser feitas em negrito, itálico ou com cores diferentes.

3. Atente para as cores

As cores têm papel fundamental na definição da estética do material. O ideal é usar as tonalidades da identidade visual do estabelecimento para criar harmonia e coerência.

É importante transmitir a personalidade e a experiência do local. Sendo assim, um restaurante luxuoso tem a opção de investir mais, apresentando um cardápio que traduza a sofisticação do ambiente, com cores fechadas e mais neutras.

Locais descontraídos e informais podem apostar em cores quentes, como amarelo e vermelho. São tons relacionados aos alimentos e, segundo estudos, estimulam o apetite.

4. Capriche nas ilustrações

Um cardápio atrativo deve contar com imagens de alta resolução. Afinal, a sua clientela começa a saborear os pratos com os olhos. Contudo, as fotos, ainda que meramente ilustrativas, precisam ter o máximo de fidelidade à comida que será servida.

É importante traduzir a realidade dos pratos, valorizando os ingredientes e o modo de preparo.

Essa é uma tática muito eficaz para despertar os sentidos das pessoas, além de facilitar a compreensão, ao apresentar pratos menos conhecidos do menu. No entanto, cuidado para não poluir o cardápio com excesso de imagens.

Dê maior destaque às especialidades e aos favoritos da casa para que os clientes se familiarizem com os diferenciais do seu restaurante. Esse é um aspecto em que vale a pena considerar a contratação de um profissional para fazer o registro.

5. Distribua os itens de forma apropriada

É conveniente organizar as opções de acordo com a preferência de vendas, como os “pratos da casa”. Procure, também, apresentá-las na ordem em que as pessoas costumam comer:

  • aperitivos;
  • saladas;
  • entradas;
  • pratos principais;
  • sobremesa;
  • bebidas.

Essa lista é apenas uma recomendação, pois o documento pode variar bastante de acordo com o tipo de negócio e a forma como os alimentos são consumidos. O cardápio de um food-truck é bastante diferente de um restaurante refinado, por isso é preciso considerar a forma de apresentação.

A ordem dos itens pode ser estruturada iniciando com o nome em destaque — em negrito ou em cor diferente. Em seguida, acrescenta-se uma breve descrição dos ingredientes e, por último, o preço.

Especialistas orientam que os pratos mais vendidos sejam posicionados no final do cardápio. Isso induz o consumidor a folhear tudo e visualizar outras opções, incluindo as bebidas e sobremesas.

Outra forma de estimular o interesse e o apetite do cliente é fazer uma descrição sugestiva dos pratos ofertados. Acrescente adjetivos como “delicioso”, “saboroso” e outros similares.

6. Posicione os preços estrategicamente

É importante manter os preços visíveis, porém não precisam ficar perfeitamente alinhados. Disponha os valores abaixo de cada prato, logo após sua descrição. Essa tática impede que o cliente faça comparações imediatas entre os valores das opções oferecidas.

O campo que descreve as formas de pagamento aceitas pelo estabelecimento também merece local de destaque. Afinal, o cardápio deve ser um documento claro para que o cliente não fique com dúvidas ao final do atendimento.

7. Treine a sua equipe para conhecer o cardápio

Um dos maiores erros na gestão de um estabelecimento, em especial restaurantes que contam com a figura do garçom, é a falta de conhecimento da equipe sobre os pratos comercializados.

Esse é um aspecto que influencia diretamente a experiência do frequentador. Por isso, o time de garçons deve ser treinado para conhecer os ingredientes e detalhes de cada prato em caso de dúvida dos clientes. Todas as vezes que forem realizadas alterações, é fundamental elaborar novos treinamentos.

8. Mantenha um menu sempre atualizado

O seu estabelecimento costuma oferecer pratos especiais ou de temporada? Então, isso que dizer que a cada nova revisão ou reformulação uma nova listagem dos alimentos deverá ser criada.

Aproveite esse momento para atualizar as fotos, personalizar o layout ou editar o texto para que a versão mais recente se torne ainda mais criativa do que a anterior.

9. Fique atento às tendências gastronômicas

Frequentemente, o serviço de alimentação está sujeito a novidades que ajudam a atrair um público interessado em opções diversificadas. Essa variedade é uma medida que atua para garantir a satisfação de públicos com gostos diferentes.

Um das principais mudanças no ramo refere-se ao atendimento de clientes com restrições alimentares. Em geral, os estabelecimentos buscam acomodar essa clientela oferecendo alternativas e cuidando para que não haja contaminação na cozinha para não causar reações alérgicas.

Cabe ao gestor da casa decidir o que combina com a sua imagem e como as tendências podem ser adaptadas para refletir a sua cultura e estratégia.

Saber como criar um cardápio atrativo requer alguns truques simples, que podem impulsionar o seu negócio e entreter o público com um toque de bom gosto. Melhorar o atendimento e os resultados do seu restaurante é uma tarefa construída com várias mudanças, passo a passo.

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Black Friday em restaurantes: 4 dicas para vender mais!

Adotar a Black Friday em restaurantes é uma ótima estratégia para impulsionar as vendas na última semana do mês de novembro. Alguns estabelecimentos chegam a oferecer descontos de até 40% em seus produtos e serviços para chamar a atenção do consumidor, que já sai de casa nessa data com a intenção de gastar.

No entanto, não basta simplesmente diminuir os preços ou colocar promoções aleatórias. É preciso definir algumas estratégias para que tudo saia como o planejado e você possa comemorar o seu lucro. Continua a leitura deste artigo que preparamos com 4 dicas valiosas para garantir o seu sucesso durante a Black Friday. Confira!

1. Invista na divulgação

A Black Friday em restaurantes requer muita divulgação. Afinal, as pessoas precisam saber que você está participando do evento em meio a tantos concorrentes. Sendo assim, invista fortemente em boas e eficientes divulgações, como:

  • faixas;
  • cartazes;
  • folders;
  • posts em redes sociais.

O importante é se mostrar e fazer com que os consumidores vejam as suas promoções e descontos. Para isso, os posts pagos e impulsionados do Facebook e Instagram, por exemplo, são boas maneiras de alcançar um maior número de pessoas.

2. Ofereça descontos verdadeiros e atrativos

Infelizmente, no Brasil, a Black Friday já recebeu o rótulo de Black Fraude ou metade do dobro. Muitos estabelecimentos têm o péssimo costume de dobrar o valor dos produtos e serviços alguns dias antes do evento e, depois, “oferecem” desconto de 50%. Ou seja, não há nada de promoção nisso.

Então, não siga esse exemplo de forma alguma, pois isso impacta negativamente na sua imagem. Somente disponibilize descontos, combos e promoções reais e que sejam atrativas para o consumidor. Além disso, não tente enganar o cliente com imagens falsas. Se você montou um combo de prato + copo de chopp, não é interessante usar uma foto de jarra de chopp em nenhum meio de divulgação.

3. Fique atento ao seu estoque

Como dissemos, não basta sair diminuindo os preços e colocando promoções aleatoriamente. É fundamental planejar e fazer um estudo da sua reserva de produtos, pois de nada adianta oferecer ótimas condições se você não tem mercadorias suficientes para isso.

Sendo assim, faça uma boa gestão do seu estoque e reforce os seus pedidos para evitar prejuízo quando o seu restaurante estiver lotado de pessoas. Com isso, surge outra necessidade muito importante, que é o bom relacionamento com os seus fornecedores. Os seus parceiros estarão com um grande volume de pedidos nessa época, então, se você não tiver uma relação de parceria e com pagamentos em dia, você não terá prioridades.

4. Monte combos e promoções

Os combos e promoções são bons métodos para que o seu cliente sinta que está levando algo a mais ou uma espécie de recompensa. É muito benéfico ter isso em mente quando o assunto é Black Friday em restaurantes e, para isso, aqui vão algumas opções:

  • compre um chopp e leve outro;
  • refrigerante grátis na compra de determinado prato;
  • sobremesa grátis;
  • segunda opção de carne é grátis.

Estes são alguns exemplos de itens que você pode colocar em promoção ou montar combos, pois isso incentiva o seu cliente de consumir mais, experimentar as variadas opções do seu cardápio. Isso também aumenta as suas chances desse consumidor voltar, se fidelizar e indicar o seu estabelecimento.

A Black Friday em restaurantes tem se popularizado cada vez mais no Brasil. Isso tem acontecido porque os empresários estão percebendo como essa data pode ser lucrativa para os negócios. Portanto, aposte em uma forte divulgação, seja verdadeiro e aproveite os frutos desse evento tão aguardado pelo comércio.

Ficou com alguma dúvida ou tem deseja fazer sugestões? Então, deixe aqui nos comentários que teremos prazer em lhe ajudar!

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Software para franquias: 3 motivos para investir nessa ferramenta!

O modelo de negócios adotado pelas franquias encontra-se em pleno crescimento no país, expandindo, assim, a comercialização de produtos e a prestação de serviços dessa natureza. Esse é o motivo que justifica a necessidade de adotar um software para franquias que permita a gestão integrada do empreendimento.

Para tornar o gerenciamento mais transparente e eficiente é fundamental que tanto o franqueador quanto o franqueado utilizem uma plataforma comum.

Se você tem interesse em saber como esse relacionamento pode ser aprimorado com a utilização de softwares, então esse artigo é para você. Confira!

Qual é a importância de um software para franquias?

Uma das premissas para o estabelecimento de uma franquia é a expectativa de fornecimento de bens e serviços de qualidade compatível com a identidade da marca. Isso quer dizer que é preciso criar uma parceria para que a gestão das unidades seja bem-sucedida, o que reduz a possibilidade de erros que são comuns em novos empreendimentos.

Por que esse investimento vale a pena?

A implantação de sistemas de gestão é uma necessidade para manter uma gestão moderna. Com isso, é possível controlar desde o inventário até o volume de vendas, o que adiciona maior profissionalismo à operação.

1. Favorece a supervisão do franqueado

As franquias são uma modalidade de negócio na qual o franqueado, pessoa que adere a rede de franquias, compromete-se a seguir os padrões e as regras estabelecidas com intuito de fortalecer a marca.

Esse aspecto pode ser um desafio, pois o franqueador cria diretrizes e estratégias que valem para todos franqueados.

Os sistemas também são importantes, uma vez que atuam como canal de comunicação no qual são disponibilizadas informações sobre o desempenho de cada franquia. Entre os exemplos de dados relevantes para a operação estão:

  • análise da concorrência;
  • estabelecimento de metas;
  • divulgação de treinamentos;
  • controle da gestão financeira;
  • produtividade de cada unidade; e
  • monitoramento da satisfação dos clientes.

2. Aumenta a capacidade de negociação com fornecedores

Um dos maiores desafios na gestão de um novo negócio é a relação com os fornecedores e a complexidade do processo de processo de compras. Isso ocorre porque empreendedores iniciantes ainda não adquiriram o conhecimento necessário sobre esse tipo de transação.

Contudo, uma rede de franqueados tem maior poder de negociação junto ao mercado, o que garante a obtenção de preços mais vantajosos baseados na realização de compras em conjunto.

3. Facilita a gestão do estoque

A movimentação constante de insumos e produtos para venda constitui um obstáculo para o gestor que deseja ter controle sobre a entrada e saída de itens do seu estoque. Esse é um dos fatores críticos para o sucesso da franquia devido ao seu impacto direto:

  • na composição dos preços de venda;
  • na apuração dos custos operacionais; e
  • no atendimento da demanda do mercado.

No processo de gestão de uma franquia, é preciso compreender que a relação é entre franqueador e franqueado assume características distintas dos modelos de negócio tradicional.  A tomada de decisão, o estabelecimento de diretrizes de trabalho e a divisão de poderes são aspectos definidos pelo franqueador.

Desse modo, cabe ao franqueado investir em formas de solucionar esses problemas utilizando ferramentas como o software para franquias. Esse é um fator que promove a automação das atividades, permite o acompanhamento do desempenho e contribui para a manutenção dos padrões exigidos.

Da mesma forma que as franquias, os empreendimentos do ramo alimentício também requerem extensivo cuidado das suas finanças. Para conhecer mais sobre esse processo baixe o nosso guia para aumentar o lucro do seu restaurante.

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Como planejar a expansão do seu negócio

Se você tem uma micro, pequena ou média empresa, sabe que os desafios ficam maiores a cada ano. Não é por acaso que todo empreendedor busca formas de driblar as crises e dificuldades para continuar crescendo. Em relação a isso, uma das melhores formas de garantir a expansão do negócio é fazendo um planejamento sólido.

Esse plano deve incluir diversas áreas, desde a análise da concorrência até seus próprios produtos. Uma forma de facilitar esse trabalho é implementando instrumentos que ajudem no planejamento e crescimento sustentável, como um sistema ERP de gerenciamento e automação.

Neste post, explicamos melhor como você pode aplicar isso na prática e planejar a sua expansão. Confira!

Sistema ERP: o que é e como funciona?

O sistema ERP é um programa de computador que integra toda a gestão empresarial. Embora no início tenha sido usado principalmente por grandes empresas, hoje o software é fundamental para empreendimentos de todos os tamanhos.

Ao planejar a expansão do negócio com o sistema ERP, o empresário tem vários benefícios, como gestão tributária, segurança da informação, redução de custos e melhorias gerenciais.

Gerência: melhorando a eficiência

Uma estratégia que ajuda a melhorar a eficiência de gerência é eliminar diversas planilhas, concentrando dados e processos em um só lugar.

Dessa forma, os gestores podem controlar melhor as informações e identificar as mudanças com mais facilidade, sejam elas positivas ou negativas. Assim, as decisões também se tornam mais rápidas e corretas.

Benchmarking: acelerando o aprendizado

Acompanhar o trabalho da concorrência é fundamental em qualquer nicho de atuação. Obviamente, isso permite que você entenda onde outras empresas estão tendo sucesso e também onde estão errando, identificando brechas de mercado.

Mas não é só isso. À medida que sua empresa cresce, duas coisas podem acontecer: você pode comprar a concorrência ou vender seu negócio para eles. Por isso, é bom estar sempre informado.

Inovação: desenvolvendo processos e produtos

Onde a maioria das pessoas vê um problema, empreendedores veem uma solução. As inovações podem surgir até mesmo a partir de dificuldades internas da empresa.

Por exemplo, se seus funcionários têm dificuldade de administrar diferentes tarefas ao longo do dia, um software de gestão pode ajudar a mensurar o tempo investido em cada uma delas. A partir daí, fica mais fácil determinar os afazeres de cada pessoa da equipe.

As demandas também podem surgir dos clientes. Se um restaurante identifica que os clientes não têm muito tempo para fazer refeições, pode investir em um sistema de telentrega, e assim por diante.

Franquia: levando seu negócio mais longe

Você tem uma loja funcionando, mas não sabe como crescer? Utilizar o sistema de franquias pode ser uma boa opção.

Frequentemente, um estabelecimento tem dificuldade de atingir um número maior de clientes no mesmo bairro ou cidade. Nessa hora, surgem ideias de como criar novos produtos, investir em divulgação ou abrir uma filial.

Todos esses caminhos podem funcionar, mas também é interessante pensar na possibilidade de trabalhar com franquias. Elas têm funcionado bem no Brasil e permitem que você leve o DNA da sua marca para outros lugares. É uma das formas mais rápidas de ter uma nova loja funcionando, tanto para você quanto para o franqueado.

Gostou das dicas? Nada melhor que um planejamento adequado para garantir a expansão do negócio. Sabemos que, em tempos de crise, a organização e os processos tornam-se ainda mais importantes, não é mesmo?

Tem alguma dica para planejar a expansão de um negócio que não comentamos aqui? Compartilhe com a gente! Deixe seu comentário neste post com sua dúvida ou contribuição!

 

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4 métricas importantes para uma boa gestão de restaurante

Ter uma boa gestão de restaurante não é uma tarefa simples, afinal, a concorrência é acirrada e os clientes são exigentes. Por isso, é importante contar com boas métricas, que ajudem a ter uma visão mais sistêmica do negócio e fazer boas escolhas.

Como exemplos de métricas, é possível falar sobre o nível de satisfação e lealdade dos consumidores, ticket médio e o custo de aquisição de clientes. Continue a leitura e descubra como otimizar a gestão de restaurante com essas e outras métricas!

1. Índice de satisfação e lealdade dos clientes

Já parou para refletir sobre o grau de lealdade dos frequentadores do restaurante? Pode parecer complexo mensurar isso, mas há um cálculo muito simples. Nesse caso, o indicador usado é o NPS (Net Promoter Score). Para usá-lo, faça uma única pergunta aos clientes: “De zero a dez, o quanto você recomendaria o nosso restaurante para um amigo ou familiar?”.

Após coletar o máximo de feedbacks, é possível classificar os clientes como:

  • detratores (de 0 a 6) — insatisfeitos, dificilmente voltariam ao estabelecimento, fazendo críticas negativas a seu respeito;
  • neutros (de 7 a 8) — podem voltar, mas não são fiéis ao restaurante;
  • promotores (de 9 a 10) — têm alta satisfação com o estabelecimento, recomendando-o para amigos e familiares.

Para chegar à pontuação total de NPS, basta subtrair o percentual de detratores do percentual de clientes promotores.

2. Ticket médio por refeição

É fácil deduzir o custo médio de cada refeição no restaurante, mas como chegar a um número exato? Para isso, uma importante métrica é o ticket médio, que aponta a média de receita gerada por refeição vendida. Veja como calcular:

Ticket médio (R$) = valor total da venda / número de refeições vendidas

Não há um valor adequado para essa métrica, pois isso varia de acordo com a estratégia de diferenciação usada em cada restaurante. Caso queira elevar o ticket médio, é aconselhável investir em um cardápio de maior valor agregado.

3. Custo de aquisição de clientes

Atrair os clientes para o restaurante não é fácil. É preciso investir em ações de vendas, campanhas pelas redes sociais, e assim por diante. Contudo, como calcular o valor exato gasto para adquirir cada cliente? Conheça a fórmula a seguir:

CAC (R$) = investimentos totais em marketing e vendas / número de clientes conquistados

É importante ter cuidado com essa métrica. Deve-se investir na atração do cliente, porém, sem deixar que isso interfira demasiadamente no percentual de lucratividade. Uma saída é investir em ações de marketing digital, que são eficazes e acessíveis.

4. Percentual de crescimento por período

A expectativa de todo empreendedor ou gestor é ver seu negócio crescer, conquistando receitas cada vez maiores e atraindo ainda mais clientes. Todavia, poucos sabem como monitorar esse crescimento de forma quantitativa. Confira:

Crescimento (em %) = (receita do ano atual – receita do ano anterior) / receita do ano anterior x 100

É possível saber se o restaurante está crescendo adequadamente de acordo com as taxas de crescimento do segmento, de pesquisas divulgadas pelo SEBRAE ou do próprio PIB. Para otimizar a receita, é importante melhorar o ticket médio e a conversão de clientes.

5. Custo da Mercadoria Vendida

Custo da Mercadoria Vendida (CMV) nada mais é do que o valor gasto pelo seu restaurante para produzir e servir cada um dos itens do seu cardápio. Como você deve imaginar, essa é uma das métricas mais importantes para quem atua no setor de alimentos e bebidas.

O cálculo do CMV é bastante simples. Basta que você calcule o seu estoque no início do mês, acrescente as compras realizadas ao longo dele e subtraia do inventário ao final do período. Dessa forma você terá um CMV médio. A fórmula para o cálculo, portanto, fica:

CMV = inventário inicial + inventário comprado – inventário final

Assim, digamos que o inventário realizado no dia 1° de agosto tenha totalizado R$ 5.000,00 e, ao longo do mesmo mês, você fez compras no total de R$ 2.000,00, enquanto, no fim do mês, o inventário indicou R$ 4.000,00 de sobra.

Segundo a equação que vimos, o seu CMV seria de 5.000,00 + 2.000,00 – 4.000,00, totalizando, portanto, um CMV de R$ 3.000,00.

Como você pode imaginar, o cálculo do CMV é bastante dinâmico, e precisa ser refeito periodicamente, a fim de garantir que os preços praticados pela casa conseguem cobrir os custos da operação de forma satisfatória.

Um CMV elevado pode indicar a necessidade de troca de fornecedores, de um maior controle do desperdício ou mesmo de um ajuste pontual de preços.

6. Nível de serviço de entregas

Foi-se o tempo em que comida para entrega era um nicho específico. Hoje, mesmo restaurantes de alto nível, com pratos sofisticados e apresentações impecáveis oferecem serviços de delivery.

Puxado em grande parte pelo surgimento de aplicativos especializados nesse tipo de serviço, esse movimento acabou se tornando uma grande fonte de renda para muitas empresas, que chegam a ver seu faturamento dobrar com os serviços de entrega.

Entretanto, para que esse sucesso aconteça, é fundamental que os processos referentes a pedidos de delivery estejam muito bem alinhados, garantindo a melhor experiência possível.

Para isso, acompanhe sempre os feedbacks fornecidos pelos clientes, com elogios e sugestões, e procure saber também da sua equipe que pontos eles acreditam que possam ser melhorados a fim de garantir que tudo flua da melhor maneira possível.

7. Taxa de rotatividade

Também chamada de turnover, a taxa de rotatividade indica a frequência com que você precisa renovar sua equipe. Muitos gestores ignoram o turnover, acreditando que ele não afeta os rendimentos de seu restaurante. Entretanto, um turnover elevado pode corroer seus lucros de diferentes formas.

A primeira e mais evidente delas é com os custos de rescisão contratual. Multas e encargos que incidam sobre a demissão podem consumir uma parte considerável do seu faturamento, sem que se perceba.

Além disso, a elevada rotatividade também faz com que seus funcionários mais experientes tenham que deslocar atenção para treinar alguém novo sempre que há uma demissão, o que pode acarretar atrasos e queda de qualidade. Para calculá-la, siga a fórmula:

Turnover (%) = (admissões + desligamentos / 2) / número total de funcionários x 100

Veja, agora você está por dentro do assunto! Usando as métricas que apontamos aqui, você certamente terá muito mais controle sobre a saúde financeira do seu restaurante e poderá tomar as melhores decisões rumo ao sucesso. Como dica final, o acompanhamento desses indicadores depende de um bom software de gestão de restaurante, que ofereça dados confiáveis sobre as vendas, finanças, compras e diversos outros recursos.

E aí, gostou do nosso conteúdo? Aproveite para deixar um comentário aqui embaixo, compartilhando quais métricas você costuma acompanhar e os resultados que elas geram no seu faturamento!

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4 dicas infalíveis de como criar um ambiente instagramável!

Você sabe como criar um ambiente instagramável no seu restaurante? As redes sociais, principalmente o Instagram, tornaram-se ferramentas poderosas de divulgação de uma marca. O tempo todo são postadas fotos de pratos, sobremesas e lugares que as pessoas foram e gostaram. Isso pode aumentar o seu faturamento, a quantidade de clientes fidelizados e a autoridade do seu negócio no meio digital.

No entanto, é preciso adotar algumas estratégias para deixar o seu restaurante mais atrativo e aumentar as chances de melhoria da sua imagem e da divulgação nas redes sociais. Para isso, reunimos neste post 4 dicas valiosas para adotar no Instagram. Confira.

1. Crie ambientes temáticos de acordo com datas comemorativas

As datas especiais e comemorativas são ótimas oportunidades para o comércio, inclusive para os restaurantes. Sendo assim, para caprichar nas fotos e no feed do Instagram, crie decorações e ambientes de acordo com a comemoração.

Por exemplo, um local aconchegante e romântico, no Dia dos Namorados, para um jantar; uma decoração bem característica de natal; ou até mesmo um tema bem alegre para o Dia dos Pais. Essas são maneiras de chamar a atenção dos seus clientes e de proporcionar mais beleza e atratividade para as suas fotos.

2. Aposte em pratos decorados

A primeira imagem é a que fica, não é mesmo? Um ambiente instagramável tem a capacidade de aguçar o paladar e a curiosidade de uma pessoa antes mesmo dela ir ao seu restaurante. Então capriche na apresentação dos pratos. Aposte em técnicas de harmonização e decoração para que eles fiquem mais atrativos nas fotos.

Adote uma combinação de cores dos alimentos com a louça utilizada. Além disso, certifique-se de que a comida ficou no ponto certo, afinal, uma massa que cozinhou muito tempo dificilmente ficará bonita e apetitosa numa foto.

3. Invista na decoração do ambiente

Quando não for a época de nenhuma data comemorativa, é a decoração e o estilo do ambiente que aparecerão nas fotos, já que não é só a comida que merece destaque, o seu restaurante também deve ser convidativo.

Portanto, capriche no interior do estabelecimento, nos móveis que são utilizados, na combinação de cores, no uniforme dos seus funcionários e em artigos decorativos, como quadros, adornos e demais objetos que são usados para compor o ambiente.

4. Capriche na iluminação

A iluminação pode estragar totalmente o seu espaço ou garantir o sucesso das suas fotos. O ambiente interno deve ser aconchegante, mas não escuro. Já as fotos de pratos ficam melhores à luz natural, ou seja, durante o dia. Sendo assim, fotografe o menu perto de uma janela ou porta para promover os seus melhores pratos.

A comida é feita de texturas e cores, então, é preciso um local bem iluminado e uma foto próxima para que seus clientes possam conferir a beleza no preparo de cada um dos alimentos que compõem o seu cardápio.

Um ambiente instagramável é aquele que oferece uma foto atrativa aos seus seguidores. Dessa maneira, a vontade de conhecer os seus pratos e espaço aumentam, afinal, primeiro comemos com os olhos, não é verdade? Além disso, lembre-se: as suas redes sociais devem ser atualizadas constantemente.

Quer alavancar ainda mais o seu negócio? Então entre em contato conosco e conheça os nossos sistemas de gestão e de display que facilitarão ainda mais o seu trabalho e de seus funcionários!

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Inovar em pizzarias: veja 4 dicas para o sucesso do seu negócio!

Inovar em pizzarias deve ser uma constante busca para quem empreende nesse segmento. Afinal, os consumidores estão cada vez mais exigentes e procurando por diferenciais atrativos.

Uma boa experiência deve unir os sabores e técnicas tradicionais com métodos e formatos inovadores. Para isso, é preciso sair da zona de conforto e apostar em investimentos, melhorias e novidades para os seus clientes.

Desse modo, para que a sua pizzaria se destaque, acompanhe este artigo e veja 4 dicas de como inovar no seu estabelecimento. Confira!

1. Aposte em formatos diferentes

Muitas vezes, amigos e casais se encontram em pizzarias somente para jogar conversa fora e beliscar algo. Com isso, uma pizza pode ser demais, por mais que seja a brotinho. Então, que tal disponibilizar um formato no palito, por exemplo?

Assim a degustação ficará mais fácil e será uma maneira de inovar os sabores tradicionais. Além disso, você também pode vender fatias individuais para alguém que só quer um almoço ou lanche rápido, ou ainda, produzir bordas recheadas diferenciadas.

2. Disponibilize promoções especiais

Com certeza as promoções e descontos são um ótimo meio de chamar a atenção de seus clientes. Um bom exemplo disso são as seguintes opções: ao comprar uma pizza gigante o freguês ganha um refrigerante; ou a cada dia da semana um sabor sairá pela metade do preço.

Ofereça descontos em combos ou para clientes que façam parte de um sistema de fidelidade: a cada três pizzas o comprador ganha uma sobremesa.

Itens grátis ou possibilidades mais baratas fazem a diferença no momento da escolha do seu cliente. Assim, você garante que ele se lembrará da sua marca primeiro.

3. Invista em um sistema webdelivery

Inovar em pizzarias também é sinônimo de apostar em novas tecnologias e modernizações em seus sistemas. Além das entregas por telefone, investir um webdelivery é uma boa estratégia para que o seu cliente conheça as suas opções e sabores, aguçando ainda mais o desejo de fazer o pedido.

Esse sistema funciona como um site, onde você coloca fotos atrativas das suas pizzas, ingredientes e os preços. A pizzaria pode oferecer as opções de pagar com cartão de crédito e de fazer a entregar o pedido, proporcionando mais conforto e facilidade ao seu consumidor.

Outra vantagem dessa ferramenta é a chance de economizar recursos com a contratação de atendentes.

4. Diversifique as suas opções

A parcela da população de veganos e vegetarianos tem aumentado consideravelmente. Sendo assim, outra maneira muito eficiente de inovar em pizzarias é atender a diferentes gostos e preferências. Então, além da tradicional pizza vegetariana, aposte em sabores que não tenham nada de origem animal,

Você também pode oferecer opções sem lactose e sem glúten para aqueles que não podem consumir esse tipo de substância. As pizzas mais leves e lights, com peito de frango magro ou farinha integral também são uma ótima pedida.

Dessa maneira, você consegue ter um alcance maior e fidelizar clientes que, muitas vezes, acabam deixando de comer por não encontrarem opções que se encaixem em suas restrições ou concepções.

Inovação é a palavra-chave do seu sucesso e isso pode ser percebido em diversos cases no mercado. A famosa Domino’s, por exemplo, transformou uma pizzaria em uma verdadeira rede de fast food, com pedidos que são entregues em minutos. A Pizza Hut investiu em uma massa original e própria, na qualidade e fortalecimento da marca.

Percebeu como inovar em pizzarias deve ser uma estratégia constante para prever melhorias e fidelizar novos clientes? Desse modo, aposte em diferenciais e opções que agradem aos mais diversos gostos e paladares — mas claro, sem se esquecer da qualidade!

Gostou dessas dicas de inovações? Então compartilhe este post nas suas redes sociais e ajude outros proprietários de pizzarias!

 

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Novo eBook – Guia de compras: entenda como otimizar o processo em sua empresa

A gestão de compras é uma parte importante da sua empresa. Quando a sua administração é feita de forma automatizada e eficiente, é possível exponenciar o crescimento do seu negócio.

No entanto, quando os empresários não apostam em melhorias, podem ser gerados diferentes prejuízos, como perdas de vendas e prazos e até mesmo um atendimento ao cliente deficitário.

Então, é imprescindível que o profissional responsável administre o relacionamento com os fornecedores e sempre busque por atualizações e melhores condições, como preço, prazo e qualidade.

Para que você se aprofunde no assunto e aprenda como fazer uma gestão de compras eficiente, preparamos este e-book com as principais informações sobre o tema. Confira!

guia de compras

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A importância do software para cotação no processo de compras!

Obter informação de forma ágil e confiável é uma necessidade para as empresas. Ferramentas tecnológicas — como um software para cotação, por exemplo — são grandes aliadas na automatização e controle de diversos processos nos dias de hoje.

Um dos principais benefícios é a integração entre os departamentos e a possibilidade de estabelecer um canal de comunicação com os parceiros. Embora a gestão de fornecedores seja uma atividade complexa, até os micro, pequenos e médios empreendedores podem implementar esse tipo de solução.

Para saber como melhorar o seu processo de compras, prossiga com a leitura deste artigo. Aproveite!

O que é um software para cotação?

Em termos simples, uma cotação é uma consulta aos fornecedores previamente cadastrados para conhecer quais são os valores praticados, as características dos produtos e as condições de pagamento para um pedido.

O software para cotação consolida todos esses dados em um sistema, permitindo a troca de informações entre o comprador e os potenciais vendedores.

Veja abaixo algumas das funcionalidades disponíveis:

  • consulta aos pedidos anteriores;
  • acompanhamento do histórico de preços;
  • registro do recebimento das mercadorias;
  • colocação do pedido ao final da negociação;
  • comparação e avaliação das cotações recebidas.

As atividades relacionadas à compra de materiais e produtos para revenda são consideradas estratégicas para o negócio. Por isso, é recomendado implementar sistemas que sejam capazes de automatizar esse processo que pode ser bastante complexo.

Quais são as principais vantagens?

Ter mais segurança durante o processo de compras e transparência nas negociações são duas grandes vantagens trazidas pelo uso de software para cotação, mas não pára por aí!

Melhora a relação com fornecedores

Como os gastos com as compras consomem uma parcela significativa das receitas, é importante desenvolver uma relação de parceria com os fornecedores para que ambos sejam beneficiados.

Com um programa especializado, a rotina de compras é simplificada no momento de:

  • escolher o fornecedor;
  • estabelecer os prazos de entrega;
  • negociar os preços e condições para o suprimento do estoque;
  • determinar a quantidade de mercadorias a ser adquirida.

Afinal, é preciso avaliar quando e como comprar para obter os melhores resultados em termos de preço e qualidade.

Permite a redução de custos

Negociação é a palavra-chave para os profissionais da área de compras. Isso ocorre porque os custos de aquisição têm reflexo direto na política de preços praticada para o consumidor.

Utilizar sistemas de cotação agrega uma funcionalidade estratégica: reunir todos os fornecedores em uma só plataforma. Além disso, é possível empregar um planejamento baseado na necessidade de abastecimento do estoque, evitando compras desnecessárias.

Garante a segurança dos processos

Quanto mais o seu negócio cresce, maior se torna a carga de trabalho do setor de compras. Em muitos casos, há necessidade de começar diversas cotações por dia para mercadorias distintas.

Quando os dados são mantidos no sistema, o risco de erros de lançamento e retrabalho são eliminados. Cada cotação realizada recebe um registro próprio, com as respectivas informações, que não pode ser alterado posteriormente.

Embora a cotação não constitua um contrato ou um pedido de compra, é um documento que possui valor empresarial e deve ser mantido em segurança para futuras consultas.

Já foi mencionado anteriormente que a relação com os fornecedores deve ser construída em uma base de parceria, para que ambas as empresas possam crescer. O software para cotação é mais um mecanismo para tornar essa ideia possível.

Você quer saber como sistemas de gestão podem aprimorar seus processos de compras? Entre em contato conosco e conheça soluções sob medida para o seu negócio!

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Saiba o que é CMV, qual a sua importância e como calculá-lo

A utilização de métricas é um dos pontos fundamentais ao gerenciar uma empresa. Saber o que é CMV (Custo de Mercadoria Vendida), CAC (Custo por Aquisição de Cliente), ROI (Retorno sobre o Investimento) e outros tipos de cálculos é imprescindível para garantir a lucratividade.

Para varejistas e donos de restaurantes, interessa particularmente o cálculo do CMV, uma métrica importante que, devido aos dados que ela fornece, possibilita aferir o quanto custa manter determinada mercadoria em estoque até o momento em que ela é vendida.

Este cálculo é relativamente simples e é sobre ele que falaremos. Ficou interessado para saber mais sobre ele? Então, continue acompanhando o nosso conteúdo e boa leitura!

O que é CMV e o que ele representa para as finanças?

Existem diversas maneiras de se controlar os custos embutidos nas operações de quem vende produtos. Os números sobre um determinado tipo de operação podem nos dizer algo totalmente diferente, se calculado de outra forma.

Por exemplo, ao calcular o preço de venda, elementos como os custos de aquisição entram na conta, assim como as despesas decorrentes da infraestrutura necessária para comercializá-lo.

No caso do CMV, o cálculo é feito do ponto de vista da manutenção de um estoque. Isso significa que gastos percebidos em virtude da produção, transporte e armazenamento devem ser confrontados com as receitas que as mercadorias geram.

Note que há uma diferença em relação à outra métrica, o giro de estoque. Calcular o Custo de Mercadoria Vendida é importante para avaliar o processo de vendas de ponta a ponta. O valor aferido serve como referência para saber quanto uma mercadoria custa no geral, do momento em que ela chega ao estoque até a hora em que é vendida.

Por que é importante fazer o cálculo do CMV?

Você já entendeu o que é o CMV e, certamente, percebeu que ele é fundamental na hora de realizar a precificação das suas mercadorias, garantindo que sua empresa tenha uma margem de lucro saudável.

Entretanto, é importante que, nesse cálculo, além dos custos diretos envolvidos na confecção da sua mercadoria, você também tenha em mente produtos parados em estoque, que estão corroendo seus lucros com vendas não realizadas.

O cálculo do CMV é muito importante, pois ele permite que a empresa tenha mais subsídios na hora de comprar insumos ou produtos para revenda. Essas informações podem ser úteis, inclusive, para negociar prazos de pagamento com fornecedores ou mesmo barganhar por preços menores.

Como fazer o cálculo do Custo de Mercadoria Vendida?

A primeira grandeza a ser considerada ao calcular o CMV é o tempo. Cada empresa conhece suas rotinas, a ponto de saber a frequência de giro do estoque, quais produtos têm mais saída e os que demoram mais a serem vendidos.

Ao calcular o CMV, podemos escolher dois regimes: por inventário permanente ou periódico. O primeiro sistema controla a entrada e saída de insumos e mercadorias com atualizações em tempo real. Já o segundo pode ser feito para contagem de estoque físico a períodos determinados, a depender da necessidade da empresa.

CMV por inventário periódico

Ao calcular o custo de mercadoria vendida por um sistema de inventário periódico, encontramos o CMV pela diferença no período, não por transação individual, como veremos a seguir:

  • EI: Estoque Inicial;
  • C: compras de produtos até o Estoque Final;
  • EF: Estoque Final, o que fica armazenado ao fim do período.

Suponhamos que o Estoque Inicial de queijo mussarela esteja avaliado em R$ 40 mil e que, no período de um mês, foram feitas duas compras: uma de R$ 10 mil e outra de R$ 5 mil. Passados trinta dias, o Estoque Final foi avaliado em R$ 18 mil.

  • CMV = EI + C – EF;
  • CMV = 40 + (10 + 5) – 18;
  • CMV = 40 + 15 – 18;
  • CMV = 37.

Ou seja, manter essa mercadoria em estoque ao longo de um mês gera custo de R$ 37 mil para a empresa. Com esse valor, é possível calcular também o chamado lucro bruto. Basta subtrair do CMV o faturamento integral e o valor apurado será o total lucrado com as vendas.

CMV por inventário permanente

Nesse sistema, o registro ocorre pela aquisição e venda de mercadorias em tempo real. Para calcular o CMV em um sistema de inventário permanente, precisaremos acrescentar outras duas variáveis:

  • DV (Devoluções de Venda): são as devoluções realizadas pelos clientes;
  • DC (Devoluções de Compra): são as devoluções que você faz ao seu fornecedor, por quaisquer motivos.

Seguindo nosso exemplo, tínhamos um estoque inicial de queijo estimado em R$ 40 mil. Digamos, porém, que foram comprados mais R$ 20 mil, dos quais R$ 2 mil tenham sido devolvidos aos fornecedores e mais R$ 1 mil pelos clientes, com um estoque final avaliado em R$ 18 mil.

  • CMV = EI + C + DV – DC – EF;
  • CMV = 40 + 20 +1 – 2 – 18;
  • CMV = 41.

Logo, o custo da mercadoria, no exemplo que construímos, seria de R$ 41 mil em um mês.

No entanto, saber o que é CMV não é o bastante, pois existem diversas métricas e cálculos paralelos que precisam ser considerados. Para que os resultados dessas operações matemáticas sejam úteis, é fundamental ter meios de controle de dados, garantindo precisão e sua correta aplicação.

Como reduzir o CMV na sua padaria?

Agora que você já entende o que é CMV e já conhece as principais formas de calculá-lo de acordo com as necessidades do seu negócio, é hora de ver algumas dicas para reduzir esse custo.

Automatize processos

Estabelecer processos sólidos e padronizados em todos os setores da sua empresa é fundamental para a redução de custos. Ao automatizar processos você reduz os desperdícios e a chance de erros, como a falta de produtos para venda.

Identifique a compra de estoque

Os setores de compras e de estoque precisam estar perfeitamente alinhados, de modo que as mercadorias não fiquem paradas no estoque, mas, também, que não haja falta de insumos, o que prejudicaria suas vendas ao consumidor final.

Utilize um bom software

Uma das melhores formas de identificar gargalos e pontos críticos que estão exaurindo seus recursos é por meio de um bom software de gestão voltado especificamente para as necessidades da sua empresa.

Um bom sistema permite que você visualize seus custos em tempo real, atualizando os dados à medida que as compras são realizadas no fornecedor e indicando pontos nos quais se faz necessária uma renegociação de preços.

Um sistema eficiente também permite que você planeje melhor os processos da sua empresa, alcançando um ganho de eficiência sem igual.

Gostou do nosso material sobre o que é CMV? Se restou ainda alguma dúvida de como calculá-lo ou como essa métrica importante pode influenciar os lucros do seu negócio, deixe aqui seu comentário!

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