Confira seis dicas para um crescimento sustentável

Crescimento SustentávelExpandir o negócio e manter um crescimento sustentável é o sonho de qualquer empresário. Mas, às vezes, a ansiedade de ver o investimento concretizado acaba fazendo muitos deixarem para trás etapas importantes desse processo, como garantir que a operação e a gestão da empresa estejam saudáveis antes da primeira filial ser inaugurada, ou da primeira aquisição ser finalizada. O fato é que problemas antigos e, em muitos casos, desconhecidos, podem levar o investimento por água baixo. A seguir, veja alguns dos principais pontos a serem analisados na empresa, o motivo e as soluções. Todas as orientações são de consultores ouvidos por SM.

1. Operação ineficiente

Por que não adiar a solução? Para não perder o controle da empresa

Como resolver? Garantindo eficiência em vários processos. Entre os principais está o atendimento ao público. Treinar os funcionários e mantê-los motivados é a melhor maneira de conseguir isso. Também é importante oferecer serviços que atendam às necessidades dos clientes e, ao mesmo tempo, diferenciem a loja dos concorrentes. Garantir que as normas de segurança alimentar e de higiene sejam adotadas e que a exposição de produtos seja bem organizada, seguindo as recomendações dos fabricantes, também entram nessa lista.

2. Falta de mão de obra qualificada

Por que não adiar solução? Para evitar que as novas filiais sejam inauguradas sem funcionários atrás dos balcões de padaria, peixaria e açougue.

Como resolver? A melhor saída é formar e qualificar internamente a mão de obra. Um bom exemplo vem do Carrefour. Lá 90% do quadro de funcionários de setores como padaria, açougue, peixaria e rotisseria são formados por pratas da casa. Para garantir boa qualificação, o Carrefour oferece treinamentos, inclusive aos recrutados no mercado. Os profissionais de padaria passam uma semana na loja para a qual foram contratados, sendo instruídos sobre as boas práticas da rede, por meio do manual TSF (Transmitir, Saber e Fazer), que contém todas as 150 receitas utilizadas no Carrefour. Depois, seguem para uma das duas lojas formadoras do grupo no Brasil. O procedimento também é realizado com os funcionários de açougue e peixaria. O trabalho é essencial, entre outras razões, porque o nível de qualificação dos profissionais captados no mercado é baixo. Além disso, alguns trazem “vícios” do mercado, como utilizar corantes nas receitas, o que é proibido pela Vigilância Sanitária.


3. Relacionamento com fornecedores

Por que não adiar solução? Porque uma boa sintonia com os fornecedores garante grandes benefícios à empresa, como mercadorias com preços mais atrativos para venda, mais ações promocionais e de marketing no ponto de venda, facilidade para devolução ou troca de mercadorias que não foram vendidas.

Como resolver? A dica é saber negociar para que os dois lados ganhem. A rede Hortifruti, com lojas no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, tem feito isso muito bem. Durante a supersafra, época em que os preços estão baixos, a rede paga um valor um pouco acima do mercado aos seus fornecedores. A iniciativa não gera problemas de rentabilidade para a rede porque na supersafra os preços já estão bem mais baixos devido à grande oferta. A hora dos fornecedores retribuírem é na época da entressafra. Enquanto o mercado paga mais caro, por causa da escassez de frutas, legumes e verduras, a Hortifruti consegue preços menores. A vantagem do acordo é que os produtores têm a garantia de que fornecerão durante todo o ano. A relação é tão boa que alguns atendem a rede com exclusividade, apesar de não existir nenhum acordo em relação a isso.

4. Sistema de abastecimento

Por que não adiar solução? Para que as lojas e novas filiais não fiquem sem mercadorias.

Como resolver? A dica é avaliar se o CD (centro de distribuição) da empresa e a frota de veículos atende à demanda de estoque da loja e se conseguirá dar conta de novas unidades. Se for constatado que não, é preciso verificar a possibilidade de ampliá-lo, ou se o melhor é montar um novo CD próximo das lojas que estão para ser inauguradas. O Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, acaba de investir R$ 110 milhões na abertura de sete novos CDs, em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, para garantir o abastecimento de suas novas lojas e suprir o aumento da demanda de mercadorias das mais antigas. A frota de caminhões foi expandida em 30%, somando 1.500 no total.

5. Perdas

Por que não adiar solução? Para que o índice de perdas não ultrapasse o lucro líquido da empresa. Se isso acontecer, os prejuízos serão tão grandes que podem arruinar o negócio.

Como resolver? Zerar as perdas é quase impossível. Mas convém perseguir metas ambiciosas de redução. Entre as principais causas desse problema estão furtos internos e externos e erros operacionais, que costumam envolver compras, recebimento, armazenagem e exposição das mercadorias. A sugestão é criar um programa que identifique, meça e ajude a levantar soluções e metas de redução específicas para cada setor. Em relação às compras, por exemplo, o ideal é que sejam feitas com base no giro médio dos produtos. Assim evita-se excessos, que possam ficar empacados no estoque ou nas prateleiras. Um bom gerenciamento por categorias ajuda a tirar do mix marcas e versões de produtos que os clientes da loja não costumam comprar. Fazer um controle dos fornecedores, sobretudo de perecíveis, também é recomendado. O objetivo principal é que os produtos cheguem com embalagens e em temperatura adequadas. Ao menos um funcionário precisa ficar encarregado de avaliar as condições de entregas.

6. Ruptura e sistema de abastecimento

Por que não adiar solução? Porque
 provoca perda de lucratividade e afeta a relação de fidelidade dos clientes com a loja.

Como resolver? Ter um software de gestão integrada, que cruza e processa os dados de frente de caixa, retaguarda e compras. Com esse sistema, é possível calcular adequadamente a quantidade de compras de cada SKU, evitando faltas ou até excesso de estoque. Para não haver desorganização, também é recomendado cadastrar os SKUs utilizando quatro níveis: grupo, setor, categoria e família. Prefira fazer os pedidos com base no histórico de vendas dos últimos seis meses, sempre calculando um estoque de segurança. Caso a loja fique no interior do País, a dica é operar com estoque de até um mês, porque o abastecimento da indústria nessas regiões costuma demorar muito. Também é necessário realizar inventários periódicos para confirmar se a quantidade de produtos registrada no sistema coincide com o estoque físico.

Por Viviane Sousa – 28/03/2012 – Fonte: Supermercado Moderno

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